"Patrão fora, dia santo na loja"
Num dia santo, vulgo feriado, não se trabalha. O comércio fecha, para que se possa gozar o feriado junto da família e junto de todos os que forem mais queridos.
Também se pode entender por "dia santo na loja" como um dia de trabalho sem grandes arrelias, porque quando o patrão anda por perto para garantir que os trabalhadores fazem o seu trabalho como deve ser, puxa por eles para que consigam dar o seu melhor, exigindo e ralhando se for preciso. Como o trabalhador não quer perder o emprego, tem de se sujeitar a estas condições e tem de aguentar todos os "sapos" mesmo se o patrão não tiver razão.
Mas, e se o patrão não estiver por perto, estiver fora do estabelecimento? Aí, o trabalhador pode trabalhar relaxado, pode até fazer asneiras durante o seu trabalho, porque o patrão não vai lá estar para o arreliar.
E assim nasce a expressão "patrão fora, dia santo na loja", usada sempre que uma pessoa quiser fazer o que lhe der na gana, sem ter de prestar satisfações a ninguém, sobretudo se esse ninguém estiver ausente, motivo pelo qual não vai saber o que realmente aconteceu.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Sarampo
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"Sarampo, sarampelo, sete vezes vem ao pêlo"
O sarampo é uma doença infecto-contagiosa viral, cujos sintomas iniciais incluem febres, tosse rouca e persistente, coriza, conjuntivite e fotofobia, progredindo para manchas e borbulhas vermelhas na pele, que acabam por passar ao fim de três dias. Mas a sabedoria popular de há muito tempo atrás não sabia distinguir o sarampo das outras doenças que também se manifestavam com manchas ou borbulhas vermelhas no corpo, logo julgavam que todas as doenças (eram sete) que assim se manifestavam, correspondiam a sarampo. Nos nossos dias já sabemos que não é bem assim e que as outras seis vezes em que a sabedoria popular julgava ser sarampo, na realidade correspondiam à varicela (1), rubéola (2), varíola (3), escarlatina (4), eritema infeccioso (5) e exantema súbito (6).
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Depressa e bem...
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"Depressa e bem, há pouco quem!"
Este provérbio é muito curioso porque retrata fielmente o trabalho que cada um faz.
Para se terem produtos efectuados com qualidade, é preciso fazê-los com calma, bem pensados e estruturados, ou seja devagar, para se ter tempo para se pensar em todos os pormenores a corrigir para evitar falhas.
Tudo o que for feito à pressa, é muito provável que apresente falhas. De acordo com a lei das probabilidades, se houver um trabalho com 99% de probabilidade de falha, há 1% que não será feito com falha e é a esse 1%, a minoria, que este provérbio se refere: é rara a pessoa que faz tudo bem se for feito à pressa.
Por isso, tudo o que seja feito, mais vale ser feito com calma, para sair tudo certo.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Grão a grão..
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"Grão a grão enche a galinha o papo"
Este provérbio refere-se às pequenas coisas da vida que poderão ser amealhadas se forem sendo recolhidas, por mais pequenas que sejam, como um grão de milho.
Tal como a galinha que ficará de papo cheio se for comendo os pequenos grãos de milho, se formos juntando todos os dias (por exemplo) o valor de um maço de tabaco num mealheiro, ao fim de um ano estará no mealheiro uma boa quantia que dará para ser gozada com uma viagem de férias.
sábado, 19 de setembro de 2009
De pequenino...
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Este provérbio popular português é uma frase bastante utilizada para transmitir a sabedoria popular de que quando uma pessoa ainda é criança, é facilmente moldável para quebrar certos comportamentos, enquanto que se for adulto e se tentar modificar a personalidade dessa pessoa, é uma tarefa bastante árdua, mas não impossível, visto que o carácter de um adulto está completamente formado e bem definido.
Esta comparação do crescimento do ser humano com o crescimento de um pepino é interessante, porque tal como o ser humano, quando um pepino é pequeno é fácil de torcer e quebrar, enquanto que se se tentar torcer e quebrar um pepino grande, será preciso usar muita força para se conseguir tal proeza.
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